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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Visita Técnica à Empresa Renner Coatings



Alunos do Curso de Química Industrial da UNIFACEAR visitam a Empresa RENNER COATINGS
No dia 22 de maio de 2018, os alunos do 3°, 4° e 5° períodos do Curso de Química Industrial da UNIFACEAR, Campus Araucária, participaram de uma visita técnica à indústria de Revestimentos Protetivos RENNER COATINGS, sob a orientação da Profa. MSc. Beatriz Fernandes de Castro, regente da disciplina de Processos Tecnológicos Regionais. Também estavam presentes o Coordenador do Curso, Prof. Fernando Bonato e o Prof. Esp. Antônio Donisete Fabian.
Durante a visita os alunos puderam conhecer a história da empresa, bem como seus produtos e processos, através de uma palestra da colaborada Priscila (Marketing) e visita aos laboratórios acompanhados neste momento pela colaboradora Nicole. Para os alunos foi uma experiência importante, visto que tiveram contato com um ramo da indústria química de extrema importância econômica, aos professores, além da agradável visita, tivemos a oportunidade de reencontrar alunos egressos da UNIFACEAR que hoje são profissionais qualificados na companhia.



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Dinâmica do Ambiente Cárstico em Colombo - Paraná


Visita Técnica à Gruta do Bacaetava e seu entorno

Seguindo a intenção de construir a memória pedagógica da época da Graduação em Geografia pela Universidade Tuiuti do Paraná à época de regência como professor do Curso de Gestão Ambiental da Faculdade Educacional Araucária, apresento estes registros realizados em meados de 2004 e 2009. Em 2004, visitamos como graduandos em Geografia, o famoso Parque Municipal Grutas do Bacaetava, situado em Colombo, Paraná. O outro registro refere-se a uma visita técnica realizada em 2009 com os alunos do Curso de Gestão Ambiental da FACEAR no intuito de aplicar os conhecimentos teóricos desenvolvidos em sala de aula no âmbito da disciplina de Uso e Ocupação do Solo.
O Parque Municipal Grutas do Bacaetava se insere numa região de ambiente cárstico, termo de origem servo-croata que significa “campo de pedras calcárias”. Trata-se de uma região com elevada fragilidade ambiental dado o alto grau de permeabilidade das rochas, às quais favorecem uma densa rede de drenagem subterrânea e presença de cavidades subterrâneas originadas a partir da dissolução química das rochas carbonáticas. Toda a região está assentada sobre a Formação Capiru do Grupo Açungui, muito rica em calcário dolomítico, matéria prima para a indústria do cimento, cal virgem e cal para a correção de solos agricultáveis.
A região tem a sua gênese ligada a um mar raso, quente e pouco salgado com idades que variam de 800 milhões a 1 bilhão de anos na região entre os municípios de Almirante Tamandaré e Colombo.
Em 2004, além de visitarmos a Gruta do Bacaetava, também realizamos diversas incursões na região no intuito de analisarmos a dinâmica dos ambientes cársticos, desde a identificação de dolinas, presença de diques de diabásio, sumidouros de drenagens superficiais e coleta de amostras de calcário com a presença de estromatólitos, fósseis de cianobactérias e algas com cerca de 1 bilhão de anos.

Eras Geológicas e principais eventos geológicos para o Estado do Paraná
Fonte: http://www.mineropar.pr.gov.br/


Localização da Formação Capiru
Fonte: http://www.mineropar.pr.gov.br/

Dinâmica de um ambiente cárstico

Fonte: http://www.mineropar.pr.gov.br/

Imagens da época da Graduação:

Espeleotema "abóbora"

Colegas da Graduação, acima e abaixo


Entrada da gruta e o rio Bacaetava


Dique de diabásio


Aspectos da degradação ambiental produzida pela exploração do calcário


 Imagens da visita técnica com os alunos do Curso de Gestão Ambiental da FACEAR:


Profa. Jonia e a Coordenadora Rosemary


Alunos do Curso de Gestão Ambiental (acima e abaixo)







Aspectos do interior da gruta (acima e abaixo)




Degradação de espeleotemas


Desabamento de blocos em virtude de ondas de choque produzidas por detonações em lavras próximas à gruta (acima e abaixo)





Estruturas de apoio no interior da gruta









Lagoa de retenção de sedimentos das vias de acessos das lavras e beneficiamento do calcário (acima e abaixo)




Curitiba, 12 de fevereiro de 2018.

Um grande abraço!
Prof. Fernando Bonato




quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Torre Amarela - Serra do Mar Paranaense


Ascensão ao Morro Torre Amarela

No dia 24 de janeiro de 2018, Eu e o meu grande amigo Valdir Volochen, realizamos uma leve caminhada ao topo do Morro Torre Amarela, situado na Serra do Mar Paranaense, município de Piraquara. O Morro Torre Amarela, com aproximadamente 1.289 m.s.n.m. (metros sobre o nível do mar), faz parte de uma trilha bem famosa na Serra do Mar: a travessia entre Torre Amarela, Vigia e Canal.
Foi utilizado o termo leve, pois trata-se de uma caminhada bem tranquila à qual tínhamos o objetivo de bater papo e preparar a mente para o ano letivo que se inicia.
O Torre Amarela e outras elevações que se apresentam nesta região e que fazem parte da linha de cumeadas que se inicia no Morro do Canal e termina no Pico Marumbi em Morretes, proporciona um esplêndido visual com destaque para as represas de manancial Piraquara I, Piraquara II e Caiguava, todas abastecem parte de Curitiba e Região Metropolitana. Também é excepcional a paisagem que se descortina de alguns conjuntos montanhosos que compõem a Serra do Mar, como a Serra da Baitaca, Serra da Farinha Seca, Serra da Graciosa, Serra do Ibitiraquire e do próprio conjunto onde se localiza o Torre Amarela.
A trilha do Torre Amarela apresenta em determinados pontos, amontoados de matacões colonizados por muitas espécies vegetais e drenagem subsuperficial, promovendo em algumas situações verdadeiros sumidouros de córregos superficiais. Trata-se de uma evidência importante que ajuda a explicar a gênese e evolução da Serra do Mar.
Para MAACK (1947), citado por RODERJAN (1994), a existência de grandes blocos e seixos nos sopés da Serra do Mar é consequência de um desgaste ou aplainamento de suas porções superiores em função da rigidez das condições climáticas semiáridas ocorridas em uma época do Quaternário. Complementando, AB’SÁBER (1992), citado por RODERJAN (1994), as consequências paleoclimáticas do último período glacial do Pleistoceno Terminal, que se estendeu entre 24.000 e 13.000 anos AP (Antes do Presente), afirma ter se tratado de uma fase seca em vastos compartimentos interiores do planalto brasileiro sendo chamada de época das “linhas de pedra” (“stone lines”) ou período dos “chãos pedregosos” correspondendo aos amontoados de grandes blocos e seixos referidos por Maack.
Mesmo não podendo-se afirmar de maneira conclusiva devido à falta de estudos específicos nesta região, a hipótese dos efeitos de uma erosão diferencial de clima semiárido originando estes amontoados de blocos, na minha opinião, parece muito plausível. A existência atual de cobertura vegetal úmida de Floresta Ombrófila Densa, quase em contato com a Floresta Ombrófila Mista, se deve à última expansão florestal após o período paleoclimático de semiaridez observado entre 24.000 e 13.000 anos AP. Em diversas publicações do Prof. Carlos Velozo Roderjan, fica evidente a constatação da recolonização das florestas sobre os campos relictuais do interior do continente, processo que foi ceifado pela ganância econômica dos ciclos extrativistas por quais o Estado do Paraná passou e vem passando em tempos hodiernos.



Imagens do aplicativo Runtastic





















































Referências Bibliográficas

AB'SABER, A.N. A Serra do Japi, sua origem geomorfológica e a teoria dos refúgios. In: Historia Natural da Serra do Japi. Eds.UNICAMP/FAPESP. Campinas, 1992. p.12-23.

MAACK, R. Breves noticias sobre a geologia dos estados do Paraná e Santa Catarina. Arq. de Biologia e Tecnologia v.II:63-154. Curitiba, 1947.

RODERJAN, C. V. O gradiente da Floresta Ombrófila Densa Altomontana no Morro Anhangava - Quatro Barras - PR. Curitiba, 1994. Tese (Doutorado em Engenharia Florestal) - Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná.

Curitiba, 31 de janeiro de 2018.

Um grande abraço!
Prof. Fernando Bonato