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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Visita Técnica: Avaliação dos Aspectos e Impactos Ambientais Derivados da Localização e Operação do Porto de Paranaguá, Paranaguá, Paraná

NATUREZA DA VISITA

A visita técnica ao Porto de Paranaguá se deu no dia 23 de março de 2013, com o objetivo de avaliar a impactância produzida pela localização do Porto de Paranaguá e de sua operação. Esta mesma visita ocorreu também com a turma de 2012.
O porto é considerado um dos maiores portos graneleiros do mundo, apesar de ser um porto multicargas, tais como: granéis sólidos (soja, açúcar), granéis líquidos (combustíveis), peças industriais de grande porte, veículos e cargas gerais, conforme se observa nas fotografias abaixo.








Diante das características operacionais e dos aspectos da localização geográfica do porto, a produção de impactos ambientais (físicos, bióticos e antrópicos) é significativa, tais como os problemas derivados da água de lastro, os resíduos em suspensão dos granéis sólidos que reduzem a qualidade do ar, e quando depositados, incentivam a proliferação de vetores como pombos, a degradação das vias de acesso devido o peso dos caminhões que circulam nas imediações, entre outras problemáticas.
A visita foi organizada visando oferecer aos alunos da disciplina de Avaliação dos Aspectos e Impactos Ambientais do curso de Gestão Ambiental da Faculdade Educacional Araucária, uma visão prática e abrangente dos aspectos e impactos ambientais da atividade portuária, considerando que a mesma apresenta impactos ambientais diretos, indiretos e de vizinhança.
Após a visita ao porto, realizou-se uma excursão embarcada pela foz do Rio Itiberê e pela Baía de Paranaguá, na perspectiva de observar e analisar as características fisiográficas da paisagem e para observar as operações portuárias a partir da baía, conforme fotografias abaixo.

















De acordo com o sítio da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, o maior porto graneleiro da América Latina começou sua história no antigo atracadouro de Paranaguá, em 1872, com a administração de particulares. Batizado de Dom Pedro II, em homenagem ao Imperador do Brasil, em 1917, o Governo do Paraná passou a administrar o Porto de Paranaguá que recebeu melhorias que possibilitaram sua ascensão a maior Porto sul-brasileiro.            
Sua inauguração aconteceu em 17 de março de 1935, com a atracação do Navio “Almirante Saldanha”, figura abaixo.


 Em 11 de julho de 1947 foi criada a Autarquia Estadual que levou o nome de Administração do Porto de Paranaguá  (APP). Em 10 de novembro de 1971, a administração dos dois portos paranaenses foi unificada pela lei 6.249, criando a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). 


            Atualmente, o antigo atracadouro do século XIX está incorporado ao Centro Histórico da cidade de Paranaguá que apresenta outros atrativos como o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná, e futuramente, o aquário marinho que está para ser inaugurado em breve.


Referência:
            Sítio da APPA, disponível em: http://www.portosdoparana.pr.gov.br/



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Visita Técnica ao Parque Estadual Vila Velha, Ponta Grossa, Paraná

Em meados do mês de novembro de 2013, os alunos dos cursos de Tecnologia em Segurança do Trabalho e de Tecnologia em Gestão Ambiental da Faculdade Educacional Araucária, participaram de uma visita técnica ao Parque Estadual Vila Velha, situado no município de Ponta Grossa, Estado do Paraná.

A visita teve como objetivo geral, identificar e analisar a gênese e a dinâmica do parque estadual, na perspectiva de avaliar a fragilidade do ambiente diante de uma atividade turística desordenada que ocorria no passado recente, bem como demonstrar a importância da aplicação do Plano de Manejo do parque no sentido de organizar a visitação, proporcionando o menor impacto ambiental possível. Desta forma, procurou-se integrar as disciplinas de Avaliação dos Aspectos e Impactos Ambientais, Climatologia e Sistemas de Informação Geográfica.

O parque estadual apresenta uma base geológica arenítica, pertencente à unidade geológica do Grupo Itararé, sendo denominado localmente como Arenito Vila Velha (na área dos arenitos) e Arenito Furnas (na área das Furnas e Lagoa Dourada). De acordo com a Mineropar, a formação destes arenitos remonta há 300 milhões de anos no Período Carbonífero, quando a América do Sul ainda estava ligada à África, à Antártida, à Oceania e à Índia, formando um grande continente chamado de Gondwana. Nesta época, a região onde se localiza Vila Velha estava mais próxima ao Polo Sul e a temperatura média na Terra era muito baixa, período que corresponde a uma das grandes eras glaciais do passado terrestre denominada glaciação gondwânica permo-carbonífera, conforme as figuras abaixo.






Os aspectos geomorfológicos caracterizam-se por um relevo ruiniforme modelado pela ação da água. Tal dinâmica, ao longo do tempo geológico, produziu variadas formas com destaque para a taça, conforme fotografias abaixo.










Os arenitos são extremamente frágeis e sofriam demasiadamente no passado recente com a atividade turística sem controle, onde havia erosão antrópica provocada pelo pisoteio excessivo dos visitantes e inscrições nos arenitos, conforme se observa na figura abaixo.


Atualmente, as visitas ocorrem com a orientação de guias que promovem a apreciação dos aspectos notáveis da paisagem e da fauna locais causando um baixo impacto ambiental, uma vez que a capacidade de resiliência do parque está sendo respeitada. Também é plausível destacar a existência de uma trilha calçada que orienta a visitação, mesmo sendo um impacto ambiental visual, a calçada impede a erosão antrópica e aumenta a capacidade de visitação do parque, representando desta forma, uma importante medida mitigadora da unidade de conservação.


Embora o parque esteja delimitado e possua Plano de Manejo, nota-se que um dos maiores problemas da unidade de conservação localiza-se no seu entorno, com destaque para os cultivos agrícolas e silvicultura, bem como a proximidade da rodovia BR-277, como denotam as fotografias abaixo.



As Furnas são poços de abatimento, tecnicamente conhecidos como dolinas, que formaram-se a partir de processos erosivos subterrâneos que evoluíram para o desabamento da superfície. Em sua fase evolutiva final, destaca-se a Lagoa Dourada que também é uma furna, porém encontra-se preenchida por sedimentos.







Referência:
Sítio da Mineropar, disponível em: http://www.mineropar.pr.gov.br/

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Visita Técnica ao Parque Municipal Grutas do Bacaetava e Lavras de Calcário - Colombo/Paraná

DISCIPLINA: AVALIAÇÃO DOS ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS (CURSO DE TECNOLOGIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO)

DISCIPLINA: CLIMATOLOGIA (CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL)

A visita técnica ocorreu no dia 31 de agosto do ano corrente e também no ano de 2012 e teve como objetivo geral, identificar e analisar os fatores condicionantes dos ambientes cársticos, contemplando sua gênese e dinâmica, na perspectiva de capacitar os alunos sobre as vulnerabilidades e potencialidades ambientais e econômicas deste ambiente peculiar.
A visita ocorreu no Parque Municipal Grutas do Bacaetava e nas lavras de calcário, situados no município de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba.
Na gruta do parque municipal, foi possível observar seus espeleotemas, tais como, estalagmites, estalagtites, colunas, etc, bem como o estado de qualidade ambiental que o local apresenta, diante de depredações históricas produzidas por visitantes sem o devido conhecimento sobre a fragilidade do ambiente e das consequências das detonações de explosivos nas lavras de calcário, situadas próximo do parque municipal, fato que acarretou colapsos de espeleotemas em função das ondas de choque.
Após a visita ao parque municipal, o grupo formado por estudantes do curso de Tecnologia em Segurança do Trabalho e do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental da Faculdade Educacional Araucária, foi levado até às lavras de calcário visando a observação e análise dos aspectos e impactos ambientais que este tipo de atividade produz. Nas lavras, observou-se diversos impactos, tais como, desmonte de relevo, alteração dos cursos d’água, supressão da vegetação e o elevado tráfego de caminhões que transportam o material minerado até as beneficiadoras, onde o calcário é submetido a um processo denominado calcinação. Também observou-se que muitos funcionários não utilizam nenhum equipamento de proteção individual (EPI).
O processo de calcinação, associado ao intenso tráfego de caminhões sobre as vias de acesso sem pavimentação, produz uma quantidade significativa de material particulado que fica em suspensão na atmosfera, reduzindo a qualidade do ar, ou se depositando na superfície foliar da vegetação, impactando o processo de fotossíntese.
Nas áreas de lavras, também observou-se muitas não conformidades com a Resolução SEMA Nº 054/2006, à qual estabelece no seu Artigo 40, uma série de condicionantes aplicáveis às áreas de exploração de calcário. Entre as principais não conformidades, citam-se as seguintes:
a)      a não pavimentação das vias de acesso internas ou a sua molhada com freqüência com o objetivo de minimizar a dispersão do material particulado;
b)      a não implantação de uma cortina vegetal no entorno das lavras ou no entorno das beneficiadoras;
c)   muitos caminhões trafegam sem a devida proteção da carga, gerando perda de material nas vias de acesso ou a sua dispersão na atmosfera, não obedecendo as normas estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro.
Após a visita às lavras, realizou-se uma análise integrada sobre os elementos que compõem a paisagem local, com destaque para as variáveis de sítio que interferem na fragilidade do ambiente diante de empreendimentos econômicos que potencialmente ou efetivamente possam impactar de forma significativa a região. Logo, a visita técnica contemplou o seu objetivo mais nobre, que é a aplicação prática dos conhecimentos teóricos obtidos em sala de aula.

Orientador da Visita Técnica: Prof. Fernando Bonato – Geógrafo (Universidade eTuiuti do Paraná) e Especialista em Análise Ambiental (Universidade Federal do Paraná).










domingo, 21 de julho de 2013

Prof. João José Bigarella: um grande geocientista

                     Fonte: Capturada na rede, autoria desconhecida.

Aproveitei a pausa nas atividades docentes para prestigiar a brilhante entrevista concedida por João José Bigarella em 1997 ao Programa Memória Paranaense. Infelizmente, o ensino superior no Brasil está sendo construído por professores leitores de livros, sendo a atividade de pesquisa relegada a uma condição secundária e sem prestígio. Que as palavras de Bigarella ajudem no resgate e na reconstrução do ensino e da pesquisa no Brasil.

Segue o link do vídeo:


Um grande abraço!

Prof. Fernando Bonato