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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Especialização em Análise Ambiental pela UFPR: Visita Técnica ao Litoral do Paraná


Visita Técnica ao Litoral do Estado do Paraná: análise de problemáticas ambientais

        Dando continuidade no trabalho de divulgar momentos da vida acadêmica com o objetivo de construir uma memória pedagógica, tecerei aqui sobre a visita técnica realizada em 20 de outubro de 2006, no âmbito do Curso de Especialização em Análise Ambiental pela UFPR. Participaram desta visita diversos professores com destaque para o Prof. Everton Passos, profundo conhecedor da geomorfologia paranaense. 
O roteiro da visita partiu do Centro Politécnico da UFPR e seguiu em direção à Estrada da Graciosa, primeira estrada paranaense inaugurada no final do século XIX e importante via turística do Estado do Paraná. Ao longo da Estrada da Graciosa foram realizadas algumas paradas com o objetivo de avaliar os aspectos geológico-geomorfológicos da Serra do Mar e sua interface entre o Primeiro Planalto e a Planície Litorânea. Também analisou-se os aspectos da vegetação e seus estratos altitudinais e o ecótono entre a Floresta Ombrófila Mista e a Floresta Ombrófila Densa. Sobre a vegetação, destacou-se a função que esta cobertura exerce na proteção das vertentes, dada a proteção oferecida pelo dossel das copas contra o impacto das gotas da chuva, a proteção oferecida pela serrapilheira na absorção do excesso da água de superfície e o efeito protetivo do sistema radicular que ancora e fixa os frágeis solos da Serra do Mar. 
No Recanto Mãe Catira aproveitou-se as margens do Rio São João para analisarmos os aspectos da geomorfologia fluvial no processo de degradação (erosão), transporte e agradação (sedimentação), com destaque para os processos fluviais (suspensão, saltação, rolamento e solução).
Em seguida, partiu-se para o município de Antonina e Morretes para degustarmos a rica culinária do litoral do Estado e apreciar a cidade de Morretes, que em minha opinião, trata-se de uma das cidades mais charmosas do Paraná.
O retorno para Curitiba se deu via BR-277, onde aproveitamos para analisar as problemáticas ambientais que envolvem esta rodovia e seu entorno, salientando a vulnerabilidade estabelecida pela inclinação das vertentes diante dos episódios críticos de precipitação, eventos muito comuns na Serra do Mar dada a ocorrência de chuvas orográficas.
Por fim, gostaria de deixar aqui o registro do profundo conhecimento do Prof. Everton Passos em Geomorfologia, conhecimento que eu e o amigo Valdir Volochen tivemos a oportunidade de explorar no primeiro semestre de 2011, quando realizamos a disciplina isolada de Geomorfologia Ambiental no âmbito do Programa de Mestrado em Geografia da UFPR.

Curitiba, 11 de outubro de 2017.

Elevado grau de epifitismo

Epifitismo sobre Araucária plantada

Bromélia

Condensação de umidade a aproximadamente 1.200 m.s.n.m., condição para chuvas orográficas

Embaúba, muito comum em áreas que sofreram degradação



Rio São João e sua geomorfologia fluvial

Recanto Mãe Catira


Final da Estrada da Graciosa

Guapuruvu, muito comum na Planície Litorânea

Rio São João reduzindo seu potencial erosivo à medida que avança na Planície Litorânea

Baía de Antonina

 


Painel informativo sobre a gênese da Serra do Mar em Morretes e detalhes (abaixo)







Rio Nhundiaquara em Morretes

Bromélia florida às margens do Rio Nhundiaquara

Aspectos florísticos e dinâmica das vertentes (abaixo) ao longo da BR-277





Material resultante de movimento de massa 



Muro de contenção de encosta atirantado

Obras de recuperação de talude movimentado às margens da BR-277 



Grande abraço!
Prof. Fernando Bonato

"Evidentemente, para os que não têm consciência do significado das heranças paisagísticas e ecológicas, os esforços dos cientistas que pretendem responsabilizar todos e cada um pela boa conservação e pelo uso racional da paisagem e dos recursos da natureza somente podem ser tomados como motivo de irritação, quando não de ameaça, a curto prazo, à economicidade das forças de produção econômica."

Aziz Ab' Sáber



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Represa do Vossoroca - Tijucas do Sul - Paraná


Dinâmica das águas na Represa do Vossoroca

         No exato momento que escrevo este fragmento, a pulsação da Terra apresenta os seus processos naturais mais implacáveis, seja pela falta d'água, temática deste texto, ou pelo seu excesso, salientando a presença excepcional de três furacões no Oceano Atlântico e Mar do Caribe, com destaque para o furacão Irma.
          Situado no município de Tijucas do Sul, Estado do Paraná, a Represa do Vossoroca é um reservatório pertencente à Copel (Companhia Paranaense de Energia) e abastece a Usina Hidrelétrica de Chaminé. Segundo notícias veiculadas a partir do final de agosto e de acordo com a Copel, atualmente a represa está com apenas 15% da sua capacidade, sendo a lâmina d'água situada em 805 metros de altitude, sendo a altitude mínima operacional em 800 metros e nível máximo operacional em 814,9 metros.
       Consequência da estiagem prolongada nos últimos 60 dias, o volume da represa reduziu de forma significativa. Tive a oportunidade de visitar esta represa diversas vezes em pescarias de lambaris com meu pai, sogro e amigos, onde registrei o local com volume d'água mais expressivo. 
        Seguem algumas fotografias que denunciam a drástica redução do volume da represa, expondo os cadáveres arbóreos que outrora ocupavam o vale inundado e que hoje definem o talvegue do reservatório.

Curitiba, 07 de setembro de 2017.

Imagem da temperatura do topo das nuvens evidenciando os três sistemas climáticos excepcionais ocorrendo no Oceano Atlântico e Mar do Caribe
Fonte: INMET 

Imgem EUMETSAT do Furacão Irma
Fonte: INMET

Localização geográfica da Represa do Vossoroca

Fotografia panorâmica da represa em 02/09/2017

Nível do reservatório mais expressivo registrado na primavera de 2016. Em outros momentos, era possível pescar a partir do trapiche















Imagens dos efeitos da estiagem prolongada















Imagens da represa com volume reservado mais elevado