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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Represa do Vossoroca - Tijucas do Sul - Paraná


Dinâmica das águas na Represa do Vossoroca

         No exato momento que escrevo este fragmento, a pulsação da Terra apresenta os seus processos naturais mais implacáveis, seja pela falta d'água, temática deste texto, ou pelo seu excesso, salientando a presença excepcional de três furacões no Oceano Atlântico e Mar do Caribe, com destaque para o furacão Irma.
          Situado no município de Tijucas do Sul, Estado do Paraná, a Represa do Vossoroca é um reservatório pertencente à Copel (Companhia Paranaense de Energia) e abastece a Usina Hidrelétrica de Chaminé. Segundo notícias veiculadas a partir do final de agosto e de acordo com a Copel, atualmente a represa está com apenas 15% da sua capacidade, sendo a lâmina d'água situada em 805 metros de altitude, sendo a altitude mínima operacional em 800 metros e nível máximo operacional em 814,9 metros.
       Consequência da estiagem prolongada nos últimos 60 dias, o volume da represa reduziu de forma significativa. Tive a oportunidade de visitar esta represa diversas vezes em pescarias de lambaris com meu pai, sogro e amigos, onde registrei o local com volume d'água mais expressivo. 
        Seguem algumas fotografias que denunciam a drástica redução do volume da represa, expondo os cadáveres arbóreos que outrora ocupavam o vale inundado e que hoje definem o talvegue do reservatório.

Curitiba, 07 de setembro de 2017.

Imagem da temperatura do topo das nuvens evidenciando os três sistemas climáticos excepcionais ocorrendo no Oceano Atlântico e Mar do Caribe
Fonte: INMET 

Imgem EUMETSAT do Furacão Irma
Fonte: INMET

Localização geográfica da Represa do Vossoroca

Fotografia panorâmica da represa em 02/09/2017

Nível do reservatório mais expressivo registrado na primavera de 2016. Em outros momentos, era possível pescar a partir do trapiche















Imagens dos efeitos da estiagem prolongada















Imagens da represa com volume reservado mais elevado



segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Visita Técnica ao Morro do Anhangava


Alunos do 1º Ano do Ensino Médio do Colégio Energia Ativa visitam Morro do Anhangava

         Em 26 de agosto de 2017, alunos do 1º Ano do Ensino Médio do Colégio Energia Ativa conquistaram os 1.420 metros sobre o nível do mar que se elevam no Morro do Anhangava. Situado no Parque Estadual Serra da Baitaca, o Morro do Anhangava constitui um verdadeiro laboratório à céu aberto para estudos de Geociências. 
         O ambiente promove diversas abordagens e conteúdos geocientíficos, tais como o processo de separação do subcontinente de Gondwana ocorrido por volta de 200 milhões de anos atrás, processos geomorfológicos como degradação e agradação, bem como movimentos de massa, processos intempéricos, dinâmica da vegetação de contato entre a Floresta Ombrófila Mista e Ombrófila Densa, entre outros processos.
      O dia estava perfeito para a visita, céu aberto e temperatura amena. O grupo demonstrou um grande espírito de equipe diante dos obstáculos que encontramos ao longo dos 10 quilômetros da trilha de ida e volta (subida pela trilha principal e descida pela trilha da Asa Delta). Aproveito para agradecer o apoio do Prof. Luis de Educação Física pelo seu espírito descontraído e do Prof. Alexandre de Inglês sempre disposto à acompanhar os alunos que ficaram no final da trilha.
        Ao final da trilha, resolvemos visitar a cachoeira existente no início do Caminho do Itupava, no entanto, em virtude da estiagem prolongada, apenas nos deparamos com a parede rochosa totalmente desprovida de água: cenário assustador! 
       Para alguns alunos, o Morro do Anhangava foi a primeira vez que estiveram em ambiente de montanha. Esperamos que novas montanhas entrem no currículo destas maravilhosas pessoas.



Mapeamentos da trilha com auxílio do aplicativo Runtastic

Acúmulo de água derivado de processo de exploração de granito no início da trilha

Processo pedogenético derivado do intemperismo químico sobre o granito




Algumas espécies arbóreas catalogadas ao longo da trilha




Lavra de granito, antropismo implacável





















Lírio típico das encostas do Anhangava


Represa do Iraí ao fundo

Vista para a Serra dos Órgãos, região do Pico Paraná



Vista para o Morro Pão de Loth

Incursão de umidade no vale entre a Serra da Baitaca e o Pico Marumbi em Morretes







Floresta Altomontana ou mata nebular